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800 hectares de terreno varridos pelo fogo

800 hectares de terreno varridos pelo fogo
Oitocentos hectares, sobretudo floresta, arderam na sequência dos incêndios que atingiram o concelho do Funchal entre os dias 16 e 20 de agosto, disse hoje à agência Lusa o vereador da Proteção Civil.

“Temos cerca de 800 hectares de área ardida”, afirmou Amílcar Gonçalves, explicando que neste valor incluem-se os 20 hectares do Parque Ecológico do Funchal e área agrícola, nomeadamente plantações de árvores de fruto na zona de Santo António e de São Roque.

O autarca reconheceu que o balanço final é “significativamente” maior que a estimativa avançada pelo presidente do município, Miguel Albuquerque, que, ao início da tarde do dia 18, quando ainda lavraram fogos, anunciou que tinham ardido 55 hectares no concelho.

Segundo Amílcar Gonçalves, foi feito “um trabalho de campo muito exaustivo, a georreferenciação do limite da zona ardida”, tendo-se constatado que a área consumida pelos incêndios, que chegaram a ter 15 frentes ativas em simultâneo, “aumentou significativamente”.

As zonas altas do concelho do Funchal foram fustigadas por incêndios desde as 02:30 de dia 16 até às 14:30 de dia 20. O fogo, florestal, começou na freguesia do Monte, tendo alastrado para São Roque e Santo António.

Na madrugada de dia 17, o Hospital dos Marmeleiros, no Monte, com cerca de 200 utentes, foi evacuado e dezenas de pessoas, na mesma freguesia, foram retiradas das suas casas.

A situação levou a Câmara do Funchal a ativar o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil.

Vinte casas, todas na freguesia do Monte, foram atingidas pelos incêndios, sendo que em 11 a perda é considerada total, havendo diversas famílias desalojadas.

No dia 20, um acidente com uma viatura militar envolvida no combate aos incêndios provocou um morto e quatro feridos ligeiros.

O vereador da Proteção Civil adiantou que no período dos fogos foram confecionadas no quartel dos Bombeiros Municipais do Funchal cerca de 900 refeições para as corporações que estiveram no seu combate.

“Foram gastos cerca de 6.000 litros de gasóleo para abastecer todos os equipamentos que estiveram a combater estes incêndios e 500 litros de gasolina para autobombas”, acrescentou, realçando “o bom funcionamento” entre os serviços municipal e regional da Proteção Civil, “sobretudo no reforço de meios e nas comunicações sempre efetivas entre as duas entidades”.

Amílcar Gonçalves sublinhou ainda a ajuda das corporações da Calheta, Câmara de Lobos, Machico, Santa Cruz, Ribeira Brava e Voluntários Madeirenses, que “foram imprescindíveis”, destacando, igualmente, o trabalho da PSP, GNR, Cruz Vermelha e Exército.

Diario de Noticias - Funchal

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