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Achados arqueológicos no Funchal vão ser preservados

Achados arqueológicos no Funchal vão ser preservados

A secretária da Cultura da Madeira disse que os achados arqueológicos que a intervenção nas fozes das ribeiras da cidade do Funchal colocaram a descoberto vão ser mais uma atração turística da cidade. «Consideramos que estes achamentos, estes espaços arqueológicos poderão vir a constituir áreas de muito interesse do ponto de vista cultural e turístico para a região», afirmou Conceição Estudante, após inteirar-se dos trabalhos em curso para a sua preservação.

As obras nas ribeiras de Santa Luzia e João Gomes revelaram o Forte de São Filipe, uma construção de 1580, disse à agência Lusa o arqueólogo da Direção Regional dos Assuntos Culturais, Daniel Sousa, adiantando que no local foi também encontrada uma estrutura que pertence à primeira muralha defensiva do Funchal, edificada após «o ataque corsário francês em 1566» e que «fechava toda a frente mar do Funchal».
A parte leste do forte de São Filipe, que foi atingido pelo aluvião de 1803, será observável, assim como parte da muralha defensiva da cidade, logo que as obras das ribeiras, da responsabilidade da vice-presidência do Governo Regional, estiverem concluídas.
Daniel Sousa explicou que «11 metros dessa muralha”, retirada devido às obras, vai ser “reposta na futura ponte que existirá naquela zona».
«A reconstrução dessa muralha, por cima do tabuleiro, vai dar um alinhamento com as antigas ruínas que ficarão localizadas ‘in situ’».

Daniel Sousa acrescentou que no decurso dos trabalhos têm surgido outros elementos que remontam ao século XVI – «cerâmicos, metal, artefactos, utensílios»-, alguns dos quais eram desconhecidos, exemplificando com um selo de cunho ou uma forma de açúcar da qual «não há paralelo».
«Está a ser uma investigação muito importante para os anos de 500, não só em termos construtivos, em termos da arquitetura militar, como em elementos patrimoniais que eram usados no quotidiano, não só da parte militar, como da parte civil, que coabitaram no mesmo sítio», apontou.
Já a intervenção na ribeira de São João permitiu achar o varadouro de São Lázaro, cuja datação se acredita ser do século XVI, sendo que uma das descobertas, um cabrestante, equipamento usado para retirar mercadorias do mar ou embarcações, vai ser musealizada, informou o arqueólogo.
A secretária regional da Cultura, Turismo e Transportes garantiu que todos estes achados «estão a ser objeto de tratamento, do ponto de vista da arqueologia e museologia».

Lusa
Fotografia de Fénix do Atlantico

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