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Governo sem meios para solidariedade

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Condicionado pelo aviso deixado ontem por Alberto João Jardim, de que o Governo Regional não iria apoiar, nem a Câmara de Machico, nem a Junta do Porto da Cruz, na recuperação dos estragos ocorridos nesta última freguesia, ainda assim o executivo de Machico deslocou-se hoje, ao início da tarde, à Vice-presidência do Governo, onde durante uma hora esteve reunido com João Cunha e Silva.

À saída, o presidente da autarquia machiquense confirmou aquilo que ficou assente com a declaração pública proferida pelo presidente do Governo Regional, precisamente no Porto da Cruz. A Câmara e a Junta de Freguesia, porque agora são governadas pelo PS, que se desenrasquem que não haverá ajuda do Governo. Dito por outras palavras, Cunha e Silva confirmou aquilo que Jardim já havia dito. O Governo só assume aquilo que está sob a sua alçada, ou seja, a recuperação da estrada regional Porto da Cruz – Portela e a intervenção nas ‘linhas de água’.

Ricardo Franco não escondeu que ficou defraudado com a falta de “solidariedade, de apoio, e da solidariedade da parte do Governo em relação ao Município de Machico, especialmente às populações do Porto da Cruz e de Santo António da Serra, afectadas pela intempérie de 29 de Novembro”, porque em relação aos prejuízos gerais “nada nos foi adiantado”. O autarca que esperava também ser recebido pelo secretário das Finanças, o que não se concretizou, assegurou que irá agora pedir uma audiência a Ventura Garcês “para ver que tipos de apoio é possível ao Município de Machico para acorrer a todas as consequências da intempérie”

Admitiu o desconforto pela intransigência do Governo, até porque a estimativa de custos para reabilitar a freguesia está avaliada em 4,5 milhões de euros, e dinheiro nos ‘cofres’ da Câmara foi coisa que o anterior executivo PSD não deixou. “A Câmara de Machico debate-se com graves problemas financeiros, na sequência da governação dos anteriores executivos, que endividou a Câmara de uma forma que nós não podemos corresponder a outros tipo de situações prementes no Município”, porque até “os trabalhos normais, como a limpeza, já é uma dificuldade, quanto mais agora com uma situação extraordinária inesperada de uma intempérie que provocou os prejuízos que provocou”, apontou.

Perante a postura assente na descriminação partidária, o edil de Machico não só lembrou que “noutras alturas a postura do presidente do Governo foi diferente”, mas também apontou o exemplo do ex-Primeiro-Ministro de Portugal, que “sendo de uma orientação partidária política diferente, veio ‘estender a mão’ da solidariedade à Região, e nessa altura criou condições financeiras, com a Lei de Meios, para recuperar as desgraças de correntes do 20 de Fevereiro”.

Reavivada a memória, o autarca socialista reitera que estava à espera “de um tratamento idêntico, porque precisamos”, insistiu. “Pedimos ajuda porque necessitamos e porque a população de Machico está à espera da solidariedade , ou do Governo Regional, ou do Governo da República ou da União Europeia. É isso que esperamos”, concretizou.
Levantamento técnico sobre a estimativa de custos orçam os 4,5 milhões de euros

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