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Guerra e dívidas entre o PSD e o PS

Guerra e dívidas entre o PSD e o PS
Os valores da dívida da Câmara de Machico continuam a provocar um conjunto de afirmações, comunicados e declarações. Ora pelo PS, ora pelo PSD.
Desta vez, é o PS. Em comunicado, os socialista de Machico dizem ser “notório o desespero do PSD em querer virar o bico ao prego, no que em matéria de finanças e de endividamento, da sua autoria, diz respeito. A verdade para o PSD, neste como em outros casos, consiste na lógica de que uma mentira contada muitas vezes passa a verdade. Quando o partido laranja acusa que o PS mentiu, relativamente aos números da dívida construída pelo PSD nos últimos doze anos na Câmara de Machico, tal não passa de delírio puro.”

Os socialistas reafirmam tudo o que disseram, relativamente ao valor da dívidfa: “Ora vejamos, os mapas contabilísticos da situação financeira da Câmara emitidos em 31-12-2011, 31-12-2012 e em 21-10-2013, quando o PS ainda não governava a Câmara, indicam uma dívida global nos montantes de 33.842.240,76€, 30.175.585,76€ e 27.324.901,51€ respectivamente. Portanto, por aqui se vê quem tenta enrolar o povo em cantigas, recorrendo o PSD a uma doentia estratégia de argumentar falsamente e querer sacudir a água do capote e imputar as suas culpas a outros, neste caso ao PS. É que aquilo que o Partido Socialista tem veiculado para a opinião pública tem por base os dados fornecidos pelo Serviço de Contabilidade da Câmara, durante a própria governação do PSD.”

O extenso comunicado do PS, que reproduzimos integralmente, continua afirmando que “quanto ao plano que o PSD tanto refere e em que tanto orgulho parece ter, não é mais do que o reflexo do despesismo laranja durante os últimos 12 anos, representando a hipoteca dos orçamentos do Município de Machico para além de 2020. Esta situação obrigou a que o actual executivo, durante o corrente ano, tivesse de pagar cerca de 4 Milhões de euros da herança tóxica do PSD. Portanto, se o Município está a caminhar para uma situação de controlo das suas finanças deve à postura rigorosa e responsável da actual vereação PS, tendo uma prática oposta ao que se verificava no passado, pois enquanto o PSD governava para aumentar o endividamento e o passivo, hoje trabalha-se para reduzir a dívida e os encargos. Aliás, as surpresas e as consequências da governação PSD não param, pois ainda há poucos dias a Direção Geral das Autarquias Locais informou-nos que em 2013 o Município de Machico, não só não reduziu em 10% o excesso de endividamento líquido como agravou o incumprimento do limite de endividamento num montante de mais de 4.146.915,00 Euros. Como consequência desta violação e do descontrole por parte do PSD, a Câmara de Machico será penalizada com a redução de 10% da transferência mensal do FEF, já em 2015 e durante o número de meses necessários até perfazer aquele montante.”

“Quanto à herança que o PSD diz ter recebido em 2002, convém que os responsáveis laranja sejam sérios, contem a história toda e atribuam o seu a seu dono. É que dos 12 Milhões de euros que falam há que recordar que 9 Milhões de euros são referentes a dívidas das Câmaras PSD, anteriores a 1989, e apenas 3 Milhões da responsabilidade da governação PS. Por isso, efectivamente, com o montante mínimo de dívida que o PS deixou em 2001 o PSD não tem por onde se lamentar, bem diferente do que temos agora. E mesmo assim houve obra feita e do tamanho da cegueira do PSD, como o Quartel dos Bombeiros, a Junta de Freguesia de Machico, o Armazém Municipal, vários caminhos municipais e outras infraestruturas, etc, etc…”

“Quanto aos compromissos do PS para com a população, nem foram muitas nem têm nada que ver com megalomanias de muito cimento e alcatrão, das quais o PSD está refém, mas sim promessas de cariz social e viradas para as pessoas, que esperamos concretizar, de acordo com a nossa dimensão orçamental em 2015.”

“Relativamente à ARM e ao tal contrato que o ex-presidente e actual vereador da oposição, disse nunca ter assinado e que, um ano depois, apareceu cópia devidamente assinada pelo próprio, deve o PSD explicar onde andam os documentos originais do contrato, uma vez que nada existe na Câmara, sendo mesmo desconhecido dos Serviços do Município, levantando muitas dúvidas sobre a real data da sua celebração.”

 

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