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Inaugurado Monumento aos Combatentes Madeirenses

Inaugurado Monumento aos Combatentes Madeirenses
“Homenagem do Município de Machico aos Combatentes que lutaram pela Pátria – 1961/1974, Para que a Memória não se apague” é o que se pode ler no monumento ontem inaugurado no Jardim da Graça, em Machico, da autoria de Jacinto Rodrigues, que acrescentou, “nas costas” da obra «À Memória do meu Pai”. A escultura surgiu de um pedido do Núcleo do Funchal da Liga dos Combatentes, à autarquia, sendo que António Olim acedeu à solicitação, tornando Machico no segundo concelho da Madeira a ter um monumento em homenagem aos combatentes no Ultramar, seguindo-se a São Vicente.

A cerimónia contou com a presença do presidente do Governo Regional. Alberto João Jardim quis honrar «a memória histórica e a coragem» dos combatentes, destacando ainda a responsabilidade das Forças Armadas na construção da Pátria Portuguesa. «Portugal é hoje o mais antigo Estado-Nação da Europa, porque teve Forças Armadas, que conseguiram que um pequeno país, ainda por cima, periférico na Europa, conseguisse manter a sua independência nacional». A seu ver, «é por isso que as Forças Armadas continuam a ter uma grande responsabilidade neste país. Este país e o actual regime politico nasceram das suas mãos».

O presidente do GR sublinhou que o papel das Forças Armadas é garantir a paz. «As armas não são para se abandonar. Umas forças armadas nunca abandonam as armas, repousam as armas. Mas estas devem estar repousadas para intervirem sempre que o interesse nacional o exigir», disse, depois de enaltecer a coragem dos combatentes madeirenses que não desertaram, que combateram pela Pátria na guerra do Ultramar, «que tinham esperança que a solução política ia ser encontrada e sabiam que o seu combate era para garantir a melhor solução possível para Portugal».

«A guerra em África está ainda hoje mal explicada. Mas temos de reconhecer que as Forças Armadas quiseram dar tempo ao poder político de então, para resolver em paz e com honra para todos, uma situação que não se podia arrastar por mais tempo. Infelizmente, quando os regimes políticos não são democráticos, quando os regimes políticos estão nas mãos de poderes ditatoriais de minorias, as soluções geralmente não se encontram e o sacrifício dos homens que são hoje aqui homenageados arrisca-se a ser em vão», comentou.

Ao responsável pelo Núcleo do Funchal da Liga dos Combatentes, o tenente coronel Bernardino Laureano, Jardim garantiu, dentro das disponibilidades financeiras do executivo, ajudar a instituição, recordando que, já tinha dado orientações nesse sentido ao secretário do Plano, após a inauguração do monumento em São Vicente. Sustentando que o Núcleo de Combatentes «não é uma instituição com reivindicações corporativistas», Jardim sublinhou que «as Forças Armadas e os combatentes estão num plano superior a essas banalizações». Por isso, «quero lhe dizer que pode dispor do meu governo sempre que entender, dentro dos meios financeiros que temos», garantiu o governante, após ter ouvido Bernardino Laureano pedir a sua ajuda para «contribuir para minimizar algumas das injustiças aos ex-combatentes», desta feita, causadas por leis nacionais.

Jardim partilhou ainda da opinião do presidente da Câmara Municipal de Machico, António Olim, que tinha discursado antes, de que «os povos que não têm memória não são povos capazes de conquistar o futuro. E é nesse sentido que temos de saudar o presidente da Câmara por ter homenageado, estabilizado e consolidado a memória dos que partiram deste vale de Machico para combaterem nas Forças Armadas portuguesas, homens valentes que alguns deles deram a vida pela Pátria».

Na cerimónia, foram ainda recordados os nomes dos soldados naturais de Machico que lutaram na guerra do Ultramar.

Jornal da Madeira

Fotografia : Município de Machico

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