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Machico de tanga ?

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A primeira intervenção após a apresentação da Moção de Estratégia Global do líde, foi a vez de Ricardo Franco, autarca recém-eleito à Câmara Municipal de Machico, um concelho que diz vive um momento de descalabro financeiro, herança deixada pelas anteriores lideranças social-democratas. Franco salientou a “gestão dolosamente irresponsável, consubstanciada na lógica que o último a sair que apague a luz”, acusou. E apresentou números: a dívida contabilizada à data da tomada de posse era de mais de 25 milhões de euros, além dos 2,5 milhões em juros, acumulados por atrasos em pagamentos de obras não pagas pelo Governo Regional, mesmo que comprometido pelos contratos-programa.Por isso, o orçamento de Machico é o mais curto de há muitos anos, 85% dos 10 milhões serão para pagar dívidas e salários e sobram apenas 15% para o dia-a-dia, manutenções e apoio social escolar. Ou seja, segundo Ricardo Franco, o que está a fazer é pagar dívida e manter a porta aberta, sem poder colocar em prática o projecto político.

O autarca destacou ainda que a herança laranja ficou ainda mais pesada porque depois de tomar posse houve empresários que os contactaram, que lhes pagasse a dívida de obras pedidas pela anterior vereação PSD, mas não contratualizadas conforme a lei.

Das medidas de poupança, Ricardo Franco salientou que o parque aumomóvel da Câmara, que foi deixada em estado “degradado e deplorável”, obrigou a nova gestão autárquica a tratar de muitos casos, conseguindo ate agora poupar 50 a 60% com a reparação e manutenção de viaturas com meios próprios em vez de serem feitas em oficinas. E ainda realçou que, em muitos casos usamos os nossos próprios automóveis para uso e serviço da autarquia, ao contrário de outros tempos em que as viaturas oficiais eram usadas para fins pessoais, inclusive para uma “ronda nocturna às tascas”, disse irónico.

Um palavra para os mais recentes temporais que assolaram sobretudo Poto da Cruz, mas também o Santo da Serra, bem como estruturas geridas pela autarquia, como o porto de recreio de Machico e o parque desportivo de Água de Pena. FSobre os dois primeiros, foi eleborado um relatório preliminar de 4,5 milhões de custos, que foi enviado no final de Dezembro ao presidente do Governo Regional ao qual aguarda que seja dado seguimento. Um pedido de solidariedade, frisou, do povo de Machico.

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