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PSD Madeira com os piores resultados eleitorais de sempre

PSD Madeira com os piores resultados eleitorais de sempre
As eleições Autárquicas foram madrastas para o PSD-Madeira. O partido de Alberto João Jardim perdeu para a oposição 7 das 11 Câmaras da Região: três para o PS (Machico, Porto Santo e Porto Moniz), duas para movimentos independentes (Santa Cruz e São Vicente), uma para o CDS-PP (Santana) e a do Funchal para a coligação ‘Mudança’ (PS-BE-PND-MPT-PTP-PAN).

Nas 54 Juntas de Freguesia da Madeira também houve derrocada eleitoral do PSD-M. Os social-democratas conseguiram ‘segurar’ apenas 31 freguesias. Em 2009 tinham vencido em 49 freguesias pelo que perderam agora para a oposição 18 freguesias.

Recorde-se que em Outubro de 2009, o PSD conseguiu ganhar as 11 Câmaras da Madeira onde tinha até agora uma representação de 46 vereadores. Agora, dos 71 mandatos, o PSD conseguiu apenas 33, ficando 13 para o PS, 9 para grupos de cidadãos independentes, 8 para o CDS-PP, 5 para a coligação ‘Mudança’ no Funchal, um para a CDU, um para o Partido da Terra (Câmara de Lobos) e um para a coligação PS-PTP-PND-BE.

Nas freguesias, a oposição ao regime jardinista passou de cinco conquistas em 2009 para 23 em 2013.

Em termos de território autárquico, o PSD ficou acantonado a oeste da ilha da Madeira (Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Ponta do Sol e Calheta).

Se, em Santa Cruz, a vitória do movimento ‘Juntos Pelo Povo’ era mais ou menos previsível, a leste da ilha, Machico surpreendeu ao ‘virar’ para o PS. Na ilha do Porto Santo, Filipe Menezes (PS) ‘roubou’ o poder ao PSD.

A norte da Madeira, Emanuel Câmara (PS) conseguiu a vitória que perseguia há mais de 30 anos; o movimento ‘Unidos por São Vicente’, liderado por António Garcês destronou o PSD; e o farmacêutico Teófilo Cunha conquistou para o CDS-PP a Câmara de Santana.

No Funchal, a candidatura liderada pelo social-democrata Bruno Pereira perdeu para a coligação encabeçada por Paulo Cafôfo. É a primeira vez, no regime democrático, que a oposição ao PSD vai ‘governar’ a capital madeirense. No discurso de vitória, Paulo Cafôfo disse que o 25 de Abril chegou à Região.

Por seu turno, Alberto João Jardim atribuiu a derrota do PSD-M à conjuntura nacional desfavorável e à disputa para a liderança do partido que travou com Miguel Albuquerque em Novembro de 2012. Ainda assim, fez uma espécie de ‘mea culpa’, por ser líder do partido, mas que não se demite, porque isso seria fazer um favor “à Madeira velha, aos ingleses e à sua comunicação social”.

E haverá a convocação de um congresso extraordinário no PSD-M onde Miguel Albuquerque se perfilha para a liderança? Para Jardim tal é “ilegal” uma vez que há já um congresso regional electivo marcado para o final de 2014.

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