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PSP esquecida pela câmara municipal

PSP esquecida pela câmara municipal
O candidato do PTP à Câmara Municipal de Machico, António Cartaxo, esteve numa reunião com o SIAP-Sindicato Independente da Polícia, na qual foram abordados temas como a segurança das pessoas e bens do concelho de Machico e as condições de trabalho que a esquadra da PSP oferece aos seus profissionais.

A iniciativa do PTP foi também direccionada ao comando da esquadra de Machico, mas, segundo António Cartaxo, o convite terá sido recusado. O PTP pretende que a esquadra de Machico fique nas actuais instalações da Câmara Municipal, visto que a intenção do partido é instalar os serviços da autarquia na ala mais pequena do Fórum Machico, e na ala maior ficariam todos os serviços destinados à Loja do Cidadão, libertando rendas que estão a ser pagas para este serviço, revelou António Cartaxo, falando das suas pretensões enquanto candidato à presidência da autarquia.

Após a reunião, o candidato mostrou-se muito surpreendido com aquilo que lhe havia transmitido o presidente do SIAP, Dionísio Câmara. “Nós já tínhamos a percepção que as coisas não estavam bem e aquilo que nos foi divulgado pelo presidente do SIAP deixou-nos francamente surpreendidos pela negativa”, afirmou.
O candidato sublinhou que este projecto foi aceite pelo SIAP mas surpreendeu-se quando soube que a actual Câmara Municipal não mantém relações com a PSP. “Não há um concelho municipal de segurança, não se consegue avaliar a capacidade que a polícia tem em prestar serviço às populações mais distantes da esquadra, não há nenhuma ajuda por parte da Câmara Municipal”.

Cartaxo salientou, também, que a esquadra de Machico tem 30 homens, mas apenas 2 são ‘libertados’ por dia para o serviço com um carro de patrulha para todas as freguesias do concelho, não conseguindo dar cobertura, em termos de segurança, a tantas pessoas. “Há situações em que as ocorrências têm de ficar em lista de espera porque este carro não chega para tanta gente”, referiu. O candidato frisou que os quartos de detenção encontram-se desactivados o que obriga a que as pessoas detidas sejam transferidas para os quartos de detenção do aeroporto.

Concluiu, referindo que na Região todas as receitas provenientes das multas revertem para o Governo Regional, alegando ser uma atitude muito incorrecta. “Isto não se compreende porque seriam verbas que podiam fazer com que a hierarquia superior da polícia as utilizasse para a melhoria dos serviços e não o pode fazer porque o Governo Regional cativa 100% dessas verbas. Custou-nos também perceber como é que a Câmara Municipal está de costas voltadas para a sua esquadra de polícia”, finalizou.

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