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Tomada de posse em Machico atraiu Machiqueiros

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Na tomada de posse, Ricardo Franco (PS), aproveitando a presença do secretário do Ambiente e Recursos Naturais, Manuel António Correia, expressou ao Governo Regional, do PSD, “toda a abertura e empenho para um relacionamento institucional profícuo, alicerçado em ações e projetos de interesse comum”. “Defendemos uma cooperação séria e leal, mas sempre na perspetiva da defesa incondicional do poder autárquico e da autonomia do municipalismo”, disse Ricardo Franco, que discursou na varanda dos Paços do Concelho para os muitos populares que se concentraram no exterior do edifício e que não lhe pouparam aplausos.

O autarca, que reconquistou o município para o PS, lembrou que a 29 de setembro Machico “não esteve só”.

“Desta vez, as populações de mais seis concelhos decidiram alterar o paradigma e optaram por elencos municipais diferentes da cor partidária que até então dominava a totalidade das 11 câmaras desta região [PSD]”, referiu, notando que, “a partir de agora, nada será como dantes”.

Garantindo ter “perfeita consciência das dificuldades” devido à “grave” situação financeira da autarquia, Ricardo Franco, que substitui na liderança do município António Olim, reiterou a necessidade de uma auditoria às contas do município e prometeu, também, dar conta do “estado dos serviços e infraestruturas municipais”.

O presidente da autarquia referiu-se, ainda, à conjuntura do país, afirmando que, “apesar do aperto financeiro a que esta câmara foi sujeita”, tudo fará “para que o município tenha um papel de acompanhamento na resolução dos problemas sociais”.

Ricardo Franco admitiu, contudo, que não será fácil “dar expressão aos compromissos eleitorais assumidos” devido ao “ajustamento financeiro” e à proposta de Orçamento do Estado para 2014.

O responsável acrescentou que “o ato de governar, apesar de ser atribuído aos eleitos, não se esgota neste grupo restrito”, defendendo que deve “ser uma ação partilhada entre eleitos e eleitores”.

“Ouvir a sabedoria e as ideias do povo é um sinal de inteligência, reveladora de uma humildade que, não raras vezes, quando levadas em conta, contribuem para evitar cometer opções erradas”, salientou, reservando para mais tarde uma posição sobre a “cedência do serviço de águas da câmara” à empresa pública Águas e Resíduos da Madeira, decisão “tomada sem a concordância do povo” e “negócio prejudicial para Machico”.

ARTIGO : LUSA
FOTO : DIÁRIO DE NOTICIAS FUNCHAL
FOTOMONTAGEM : MACHICO.net

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